sexta-feira, março 03, 2006

O amor é só a ponta do iceberg

"...E EU ACHO QUE EU GOSTO MESMO DE VOCÊ. BEM DO JEITO QUE VOCÊ É..."
Pitty em Equalize




"Eu sei exatamente o que sinto", foi a resposta que você me deu. Claro, sempre tantas certezas... Estamos muito certos do que somos. Eu estava, até você. Eu sabia quem, como e o que eu era, por menos que eu gostasse. E sabia pra onde eu ia.
"Eu baguncei sua vida, não foi?", foi uma das últimas coisas que te ouvi dizer. Novamente você com suas certezas tão certas e cheias desse jeito de 'eu sei o que estou fazendo'! Sabe porquê? Por acaso você já me viu chorando seu pranto? Tendo mais cuidado com você que comigo? Você já me viu deixar de viver a mim, pra viver de você? Posso te garantir que outro já viu. E nem de longe este me enchia de orgulho como a sombra do teu olhar, jogada displicentemente em minha direção, o faz!
Com você aprendi a viver eu mesma, sempre foi o suficiente pra mater cativo o teu querer. Olho e me olho no espelho, e sinto cada vez mais forte a força que há em mim. Cada momento pensando em nós, como os macaquinhos entrelaçados na loja de brinquedos, como aquele álbum duplo que você queria comprar. Completando, entendendo, fazendo compreender dentro de mim o que diabos é o amor.
E, agora, sou eu, cheia das minhas certezas. Das minhas muitas dúvidas certas, das minhas dívidas pessoais, intransferíveis, e que eu nunca pago a mim mesma. Sou eu tentando provar o que não se prova pra ninguém. O que nem devia exigir provação! Tentando te dizer, a plenos pulmões, que nada disso depende da sua aprovação. Que suas certezas são problema seu, mas que suas dúvidas são questões nossas. Que meu amor é único, personalíssimo, e independe de qualquer fator externo, ainda que este seja você. Independe de você me amar ou gostar de saber do que sinto. Aliás, sua resposta foi algo que também estava na ponta da minha língua: "Eu sei exatamente o que eu sinto", eu só não lembro mais se tinha te feito alguma pergunta...
*pra poder te gravar em mim*

2 comentários:

marilia disse...

mas o que eu queria dizer mesmo é que no final não importam as perguntas, o que fica mesmo são as respostas.

André Luiz Viannay disse...

as perguntas caladas têm respostas que não são ditas também. basta olhar no que os olhos dizem, basta mirar as mãos, que dizem mais q qualquer balanço de cabeça. e quem ama, ama plenamente, assim como vc faz!
foda!
bjs